Mad Max: crítica social e corrida de carros

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Olá! Há quanto tempo não posto por aqui, não é? Pois bem, vim aqui hoje para falar de algo diferente. Vim falar sobre o filme que está fazendo muito sucesso nos cinemas atualmente.

Ontem (16/06) assisti ao filme Mad Max com a Alba do Blog Trampoline. Confesso que não estava muito animada, pois filmes de corridas de carros não me atraem nem um pouco. Apesar disso fui, e fico feliz que fiz isso, pois fui bastante surpreendida. Há corrida de carros? Sim, a história inteira se passa em meio a uma enorme corrida de automóveis, mas é bem mais que isso. A crítica social ao jogo de poder, o futuro da humanidade e a evidente representação de fortes figuras femininas foi exatamente o que fez com que eu amasse o filme.
Para localizar àqueles que não assistiram ainda, Mad Max se passa em um futuro distópico em que a água e o petróleo quase desapareceram e a guerra por estes bens é intensa. Max é capturado por uma comunidade sob o governo ditatorial de Immortan Joe. A trama do filme gira em torno de um fato inusitado: Furiosa, a filha de Immortan Joe, “rouba” as esposas dele e foge com elas, a fim de libertá-las. A partir disso, o líder e seus Garotos de Guerra iniciam uma corrida mortal atrás de Furiosa, e Max está no meio disso, ainda como prisioneiro.
Achei a direção desse filme bem diferente, pois as cenas são bastante extensas e demora um pouco a haver de fato uma introdução de tudo o que está acontecendo. O espectador logo de início já é jogado no meio dessa guerra frenética e custa bastante a conseguir se situar. Contudo, acho que foi uma jogada do diretor para chocar o espectador. Uma das cenas que mais me marcou no filme foi logo em seu início, quando Immortan Joe reúne sua comunidade e libera as comportas de água. As pessoas correm desesperadamente, pulando umas sobre as outras para conseguir um pouco do líquido. Rapidamente seu líder fecha as comportas e diz “Não se viciem na água”, pois ela se tornou um bem privatizado e escasso, e todos sabem que Joe utiliza a posse como forma de se manter no poder. Para mim foi uma cena extremamente chocante e necessária. A crítica social sobre como a humanidade está caminhando e pode acabar culminando em uma realidade como essa é tratada durante todo o filme.
Outro ponto muito interessante de ser comentado é o feminismo retratado na história, mesmo que por vezes controverso, de forma bem forte. Muitos consideram Furiosa, filha do líder ditatorial, a representação da força feminina em Mad Max, mas considero que seja bem mais que isso. As esposas de Immortan Joe também possuem muita garra. Apesar de terem se libertado de sua condição apenas com a ajuda de Furiosa, sem seu próprio esforço, força e recusa de permanecerem como escravas não teriam sobrevivido muito. “Nós não somos coisas”, elas repetem durante a narrativa, um mantra que as ajuda a continuar em sua árdua jornada.
Embora trate de temas tão relevantes quanto os citados acima, sinto que a maior parte dos espectadores não vai absorver isso. Como já disse, é um filme de ação, corrida de carros e tiros durante as suas duas horas de duração, e maioria dos que assistirem provavelmente irá focar apenas na parte de entretenimento da obra. Apesar disso, é um filme que me surpreendeu bastante e merece ser discutido.

Aqui o teailer para quem se interessou:

É só isso por hoje. Até mais! /Jadeh

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2 comentários sobre “Mad Max: crítica social e corrida de carros

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